terça-feira, 15 de maio de 2012

Vontade de parar é ponto de partida para usuário de crack deixar o vício

G1
Especialistas afirmam que a família pode ajudar na recuperação. Em Curitiba, dependentes recebem auxílio sem necessidade de internação.

Embora longo e difícil, há saída para os usuários do crack livrarem-se da dependência. Porém, especialistas alertam que o ponto de partida é sempre a vontade do usuário em largar o vício. Em alguns casos, nem mesmo a internação é necessária.

Em Curitiba, muitos usuários têm recebido atendimento nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) da prefeitura. Há seis unidades espalhadas pela cidade. Nelas, os dependentes recebem o auxílio de uma equipe que conta com médicos clínicos, psiquiatras, psicólogos e terapeutas, entre outros profissionais.

Nesta proposta de tratamento, não existe internação. "Eles conversam bastante com a gente. Deixam a gente bem à vontade para falar e questionar a respeito da droga", conta Tatiana Braga, paciente de uma das unidades do CAPS.

O crack, pela sua fórmula, pode viciar já na primeira vez que alguém experimenta a droga. "Ela atinge muito rápido o cérebro, em questão de segundos. A duração do efeito vai ser muito breve. O que faz com que ele [usuário] queira de novo", diz o psiquiatra Carlos Chollet.

Em muitos casos, há recaídas, que são quase inevitáveis. Para se manter no tratamento, a ajuda da família é primordial. "Eles ajudando a nossa auto-estima aumenta", conta um usuário que preferiu não se identificar.

Para João Marcelo, que já foi paciente de uma dessas clínicas e atualmente trabalha como monitor, ajudando pacientes a se livrar do vício, não é fácil se livrar do crack. "Difícil, para todo mundo é. Faz cinco anos que eu estou na abstinência, lutando. E cada vez que eu saio do portão [da clínica] e vou para casa, é um leão que a gente tem que matar na rua", conta.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

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